Em outra vida
São 730 dias e um fim não imaginado. Natural, inevitável. Ainda assim, muita coisa permanecia. Não o desejo de reatar laços, reconstruir pontes, mas as lembranças do que um dia foi grande. Cheiros, sensações, músicas... Marcaram, fazem relembrar. Um sorriso percorre os lábios enquanto se recorda do abraço acolhedor e envolvente, do sorriso ao acordar, das massagens, das loucuras, das conversas, das brigas e reconciliações. Histórias. Outro tempo, outras pessoas. Quem sabe tudo tenha ocorrido em outra era e caminhado para o rumo necessário, imutável que se tornou. Um abismo enorme entre o antes e o agora, entre a necessidade de prosseguir e o reconhecimento dos fatos, da importância de ambos. Entretanto, muito ainda está aqui. Faz parte do que se aprendeu, incorporou-se a este ser e lhe deu novos ares, outros pensamentos, uma nova roupagem. Mas no fundo, bem lá no fundinho, a essência é a mesma e pouca coisa mudou: ainda se vê filme aos finais de semana e se olha para o lado agu...