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Mostrando postagens de abril, 2013

Hipnose

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Noite fria e um número de telefone no pensamento. Annie relembrava saudosamente daquela noite. Não era pra menos. A companhia que desfrutara era das mais agradáveis. Um coquetel explosivo: melanina exalando pelos poros, charme inenarrável, atração instantânea. Dessas paixões arrebatadoras e breves. Sorria enquanto recordava o jeito, até mesmo a ousadia camuflada em meio à timidez. Não. Ele não era um homem para casar – ela pensava. Deveria, sim, passear pelo mundo, encantar outros olhares, desfilar sua sensualidade inerente, irresistível. Seria maldade retê-lo. Já tentaram mensurar o quanto é difícil para bichos selvagens serem encarcerados? Ele deveria ser visto assim: com satisfação e saudade. Que pode, afinal, ser sanada, mas nunca monopolizada. Não faria bem para os corações tal escolha. Sem peso na consciência, deixando-o livre, fazia-se livre também. Assim, Annie enchia o peito de vontade. Saudosa. Gostosa. Era bom saber que poderia ligar durante a madrugada e diz...