A verdade
Entre becos e vielas, lugares esmos, passarelas, edifícios abandonados e jardins. Passam a vida inteira procurando amor. Entre baladas e risadas, arrotando para o mundo a felicidade estampada em cada copo, a cada brinde, em cada corpo. Ainda assim. Estão desesperadamente buscando amor. O garanhão, a piriguete, a desiludida, o conformado, a sonhadora, a magoada, a mal-amada, o baladeiro e o sonhador. Perdidos, frustrados. Esperam ansiosamente pelo amor. Que alguém surja para verdadeiramente somar e para os fazer crer que ensinaram certo, que ainda vale a pena sentir. Querem amar, não sabem como. No meio de tantas desilusões, de tantos caminhos tortuosos e banalizados, desaprenderam como se faz. Passam a vida inteira buscando, despendendo sentimentos, caindo e se reerguendo, afinal, não há fórmula para acertar e muito menos um manual. Aprendem a ser fortes, a suportar, a se tornar mais duros, a sobreviver. Substituem o desejo de algo verdadeiro por (f)utilidades, diversões, curtiçõe...