A verdade


Entre becos e vielas, lugares esmos, passarelas, edifícios abandonados e jardins. Passam a vida inteira procurando amor.
Entre baladas e risadas, arrotando para o mundo a felicidade estampada em cada copo, a cada brinde, em cada corpo. Ainda assim. Estão desesperadamente buscando amor.
O garanhão, a piriguete, a desiludida, o conformado, a sonhadora, a magoada, a mal-amada, o baladeiro e o sonhador. Perdidos, frustrados. Esperam ansiosamente pelo amor. Que alguém surja para verdadeiramente somar e para os fazer crer que ensinaram certo, que ainda vale a pena sentir.
Querem amar, não sabem como. No meio de tantas desilusões, de tantos caminhos tortuosos e banalizados, desaprenderam como se faz. Passam a vida inteira buscando, despendendo sentimentos, caindo e se reerguendo, afinal, não há fórmula para acertar e muito menos um manual.
Aprendem a ser fortes, a suportar, a se tornar mais duros, a sobreviver. Substituem o desejo de algo verdadeiro por (f)utilidades, diversões, curtições. E vagarosamente se afastam do objetivo, do sonho, da vontade genuína de amar e serem amados.
Engolem a saudade, camuflam o sentimento, põem um sorriso no rosto e vão à luta. Reconhecendo o quão doloroso é se afastar da verdade, mas sabendo que se fortalecer é extremamente necessário em certas ocasiões.


Comentários

  1. Parabéns amiga.
    Você escreve muito bem. Impressionante!
    Que dom maravilhoso que você tem.
    Tenho orgulho de ser amigo de uma mulher tão inspiradora.
    Beijos

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  2. bem criativo o texto,

    gostei de ler

    parabens,

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  3. Inaí

    Quanta verdade nestas linhas... vivemos, todos, em busca do que chamamos de amor...Dizem que quando paramos de procurar ele aparece. Não sei...

    Um beijo grande

    (Estava com saudade daqui!)

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