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Mostrando postagens de julho, 2011

Imaginário

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Era só mais um sonho. Desses que, quando passam, povoam o imaginário com recordações e nostalgia. Em um devaneio, lá estava: uma figura enigmática, enfática, uma falácia. Estava lá, na lembrança mais remota. Seu olhar, chama que aquecia: perigoso e real. Talvez seja tarefa dos sonhos resgatar ilusões abandonadas, miragens que em algum momento foram dribladas no deserto, após um gole saudável de razão. Não pretendia querer, mas intensamente o fazia. Em seus pensamentos ocultos, nos desejos desconstruídos, nas reconstruções e situações cotidianas. Nos abraços alheios, nos sorrisos cativantes, nos possíveis papos interessantes, nas diversas hipóteses pensadas e sufocadas depois pela consciência – sábia e impiedosa – que não se permite mais ser dominada. Entretanto, desejava retroceder, redescobrir esplendores perdidos, reencontrar sensações, emoções. Ansiava por uma dose mínima daquela bebida inebriante, por meia hora em que conseguisse recuar no tempo, embriagando-se naquele doce, f...