Desafogar
Tudo começou com um assalto em 2016. No retorno do trabalho, abordada por dois adolescentes, minha mãe e eu paralisamos. Levaram o celular e, mais uma vez, a tranquilidade de quem já havia passado por situações assim três vezes. Um dia depois do episódio, uma crise de labirintite me acometeu, sem que o médico conseguisse definir fisiologicamente o porquê, uma vez que não havia infecção alguma no ouvido. As razões apontadas foram o stress ou a situação traumática vivida. A vida seguiu. Prossegui com o meu trabalho – era professora de redação na época – ensinando aos meus alunos que era preciso crer em uma mudança social, em uma sociedade que verdadeiramente proporcionasse recuperação e reinserção àqueles que precisam dela. Em fevereiro de 2017, passados apenas quatro meses do evento anterior, ao retornar para casa depois de mais uma manhã de aulas, o ônibus em que um aluno e eu estávamos foi assaltado.Sentados a uma cadeira de distância dos bandidos, assistimos imóveis ao que oc...