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Mostrando postagens de 2013

Casulo

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Era o caso perfeito: toque, arrepio, bocas, mãos, respiração ofegante, suor, puxões de cabelo, tapas, rendição... Sem compromisso e sem ligações no dia seguinte. Sem a dolorosa culpa. Sem o peso de esperar por um futuro incerto. Era a volúpia certa, o desejo ardente explodindo na pele, loucura mesclada com liberdade. A delícia de se realizar e realizar o outro, a ausência de pudor, as conversas divertidas, a certeza de poder se revelar sem medo nem repressões. ... Era o melhor caso. Até que o coração – esse eterno atrapalhado – resolveu entrar no jogo. E com coração, meus caros, não se brinca. A partida acabou antes do tempo. "Tudo era apenas uma brincadeira e foi crescendo, crescendo, me absorvendo... E, de repente, eu me vi assim: completamente seu."

Ponte

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Confesso o medo que tenho dos volúveis, daqueles que trocam de amor como mudam de roupa. Tenho medo de quem não olha nos olhos, de quem fala de amor e não se permite experimentar. Horror de quem crê em pares perfeitos, de quem acha que sem esforço é possível amar (e manter) tal sentimento. De quem acredita que há metades espalhadas pelo mundo e que, cedo ou tarde, elas se cruzarão e... PUF! Um encanto mágico as envolverá, elas se completarão e já não mais viverão sem a outra. Desconfio de quem beija de olhos abertos, de quem não se permite a entrega, daqueles que evitam loucuras, banhos de chuva, abraços demorados, gargalhadas à luz do luar e diálogos bobos e recheados de sorrisos. Também tenho medo de quem confunde amor com paixão, com necessidade do outro, com sexo – que por melhor que seja, sem amor, é apenas o roçar de corpos sedentos. Amar é doar-se. É saber que, em determinados momentos, renunciar será preciso. É também construir e reconstruir. Sem cessar. Quantas veze...

Infalível

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Poderia ser numa casinha no interior, em Brasília, Paris, na Itália, na Bahia ou numa cidade qualquer do outro lado do mundo. Poderia ser numa calçada, num shopping, num sofá, dentro do ônibus, debaixo de chuva, deitados na cama, na fila do pão... O melhor lugar tem cheiro de segurança, tem afeto, lua cheia, cafuné e beijo no pescoço. Simples e barato, dispensa o uso de apegos, exageros e mágoas. Independe de condições externas: faça chuva ou sol, ele está ao alcance; tem ares de possibilidade e liberdade, pois somente quem é livre opta por escolhê-lo e se integrar a ele. Tem cheiro de depois, necessidade de amanhãs. Para chegar a ele é necessário permitir que a vida siga seu curso, desconstruir desafetos, esquecer projetos amargurados. Deixar fluir... Apesar de existir tantos lugares, o melhor deles sempre será o abraço. Irremediavelmente. "Enfim... Passeia tua boca em mim Até me calar. Aqui ainda parece o melhor lugar."

Unforgettable

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– Poucas coisas na vida são tão inesquecíveis e significativas quanto o orgasmo, minha querida. Você não acha? Alice ouvia a melhor amiga pronunciar essas palavras, respondia que sim e enrubescia. Não sabia o que era isso. Sempre tivera relações meia-boca, vivera numa redoma, negando-se prazer, evitando se descobrir, escondendo-se atrás de concepções de certo e errado em termos de sexo. Nada estranho, afinal, muitas mulheres vivem assim. Estivera desse jeito por muitos anos. Sentindo vergonha pelas amigas que falavam descaradamente sobre gozar, sobre toque, sobre como era bom sentir prazer. Como elas podiam? Será que não se sentiam mortalmente envergonhadas por ofender desse jeito as mulheres decentes? Vadias, isso o que elas eram. Assim, em meio a julgamentos e inveja, Alice prosseguia. Retendo mágoas, rancores e tesão. Um dia, porém, ela conheceu Pablo, que lhe revirou a cabeça, as pernas, o mundo. Ele lhe fez sentir gostosa, poderosa, irresistível. Ele lhe mostrou que ha...

Sobre flores, amores e viúvas negras

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Fonte: ego.globo.com Era só mais uma noite, das tantas já vividas... Natasha analisava o corpo deitado na cama, entregue ao sono mais que merecido pós-orgasmo e pensava em sua outra vida (a primeira), afinal, ela nunca dormia nessas horas. Entre um cigarro e outro, relembrava a longa estrada, o destino incerto. O que outrora fora fuga, hoje se tornara encontro e ela era produto desses caminhos, de todas as escolhas, renúncias e afirmações. Um novo cabelo, unhas mais escuras, um sorriso misterioso nos lábios, sua moto, o vento no rosto... A liberdade talvez fosse um conceito enganoso, mas viver perigosamente reacendia nela uma chama, uma vontade, o desejo de se desprender, de se libertar. Assim como o vento, o prazer também lhe instigava. As sensações de seduzir, de desejar, de dominar, de morrer e renascer em poucas horas lhe rendiam boas fantasias e algumas realizações. Envolver, conquistar, cativar. Nem que seja por alguns instantes - sorriu ao pensar. Tecer teias: este é o...

Upside inside out

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Certas passagens tornam a vida melhor, mas talvez elas não acontecessem se, em um dado momento, uma decisão não fosse tomada. Núria pensava nisso enquanto caminhava pela rua tomando o seu café matinal. A importância das escolhas era algo que habitava o seu íntimo naquele instante. Na avenida, as pessoas passavam, certamente preocupadas com suas obrigações... Ao se cruzarem, Núria imaginava se alguma delas via o mundo com os mesmos olhos, se alguém havia também se deixado modificar e viver sem o peso das culpas e prisões. Nem sempre foi assim, por óbvio. Houve um tempo em que ela se contentava com coisas que não a faziam feliz: a comodidade de um bom emprego, o costume camuflado de amor, as companhias não tão agradáveis ou amigas quanto se mostravam, os imensos conselhos que recebia. Contudo, eles eram partes de um enredo, da sua história e talvez ela devesse se habituar. Até o dia em que escolhera segurar o destino pelas mãos e fazê-lo girar. Hoje ela frequenta lugares que a...

Seguir viagem

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Era pra sempre até ontem, quando ela foi embora. Vestiu-se com o melhor vestido, perfumou-se, beijou-me ternamente a face e saiu. Assim. Sem dizer adeus, sem amor, remorso ou dor. Partiu antes que o fardo de estar juntos lhe dilacerasse (mais) o peito. Antes que a lembrança do sorriso doce se transformasse em ódio, antes que as palavras se tornassem mágoa. Pela janela eu a vi deixar a casa que nos acolheu. Aquela mulher não era mais minha. Tinha o queixo erguido, olhar penetrante e decidido e nenhum vestígio do quanto me amou. Levou consigo as carícias, a dedicação exclusiva, a doação, a entrega ( ou seria submissão? ). Talvez as noites em que a deixei sozinha tenham motivado sua escolha, talvez tenham sido as várias razões que possuía. Ela decidiu viver sem mim. E eu, ainda aqui, amargamente remoendo o fato de que até ontem era pra sempre. Ontem, quem sabe, ainda houvesse tempo.

Entrelaçados

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  Mãos atrevidas Sorrisos maliciosos Corpos quentes...   Você e eu, Lençóis,  Os nós.     Nós a sós.

Desapossar

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Que a nossa posse Não nos prive Nem possa nos fazer menos leves Menos livres. "Cuidado, que eu mudei de lugar algumas certezas. (...) Mas se você quiser alguém pra amar ainda Desculpa, não vai dar, Não vou estar, Te indico alguém." (Cícero)

Cárcere

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Gregor estava preso, mesmo sem ter cometido crime. Sentado na cama daquele quarto escuro, ele tentava encontrar razões. Sua mente estava confusa, dispersa. Sua voz era inaudível, não havia ninguém por perto. Tentava se recordar como parara ali. Em vão. Até onde se lembrava, sempre fora considerado um homem modelo, que respeitava e obedecia as convicções e brigava por elas. Socialmente era um bom companheiro, bom filho, bom amigo, um bom profissional. Anos a fio cumprindo suas obrigações, executando bem as tarefas que lhe eram conferidas. Mesmo assim, ele estava preso. Atado a correntes invisíveis, que lhe sufocavam a garganta e como garras afiadas impediam que a voz saísse. Uma vida baseada em cercar-se de certezas. Uma história permeada pela ausência de questionamentos, pelo costume de se acostumar. Ele estava trancado em si mesmo, amarrado às suas opiniões arraigadas. Vendado, não percebia que estava se ausentando de si e do que de fato o cercava. Obediente, deixava de perce...

Tributo

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A Natureza parece-me o meio mais confiável de nos reconectar com o que é Supremo, de nos relembrar que existem significados muitas vezes imperceptíveis aos nossos olhos tão conturbados pelo cotidiano. Revela que existem pequenas maravilhas prestes a ser desvendadas; que há, em nosso meio, algo muito mais poderoso e perpétuo. A natureza nos revela a beleza de uma criação infinda, nos silencia e nos faz ouvir... O cantar das árvores embaladas pelo vento, o entoar de pássaros, o correr caudaloso dos rios, as quedas abundantes das cachoeiras. Nesse mundo cheio de vozes e de urgências, ela nos retira do caos e nos religa, trazendo uma paz que habitualmente não somos capazes de alcançar, pois não estamos acostumados a guardar o silêncio.  Em um universo cada vez mais voraz, ela nos  recomenda a calma e a contemplação. E nos convida a fazer parte do seu santuário, em que são plenamente dispensáveis o egocentrismo, os discursos infundados, os fanatismos absurdo...

Notável

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Já era tarde. E uma sensação de que não havia nada para dizer. Apenas o olhar restava. A observação do que outrora estivera latente, embora pulsante. Núria guardava a certeza de que parariam naquele momento. Com aquele abraço, naquele afago, com aquele beijo capaz de fazer produzir sussurros infinitos. Enquanto havia a recordação boa, gostosa, livre. E para celebrar o que foi memorável, nada melhor do que um bom vinho, a lembrança, um sofá e aquele sorriso...

Um mundo doente

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Em frente a um sinal qualquer dessa imensa cidade, mais um João. Ou seria José, Antônio, Pedro, Rafael, Benedito? Poderia ser eu ou você. Eu, que reclamo quando não quero determinado tipo de alimento na minha refeição. O João – que para muitos é um ninguém – cata restos no grande contêiner ao lado da construção. Com uma garrafa de cachaça, ele engana o frio, espanta a fome, esquece-se de si mesmo. Terá tido um início feliz, filhos, um lar? Será que algum dia ouviu elogios, recebeu afagos, deitou-se em um colo? Será? No trânsito congestionado da capital do país, ele é apenas mais um – ou seria menos um? Sua dor e sua miséria não são percebidas. Talvez ele e a manilha de esgoto na qual está sentado sejam vistas como uma só coisa. Uma coisa. Imperceptível. Ninguém repara que ele gesticula, delira e bebe a cachaça, companheira de uma vida mendigada, usurpada. O João desse texto é apenas mais um retrato. O sofrimento dele não está aqui e nem estampado nos telejornais. O...

Síndrome de Narciso

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Ele é um deus grego. Típico protagonista de propaganda de moto importada. Jaqueta de couro, calça rasgada, capacete na mão. Quem vê é capaz de dizer que, quando ele anda, ressoa uma música que acompanha os seus passos. É sexy, gostoso, possui um corpo de fazer inveja a muitos homens, é financeiramente bem-estabelecido e sabe disso. O problema consiste exatamente ai: ele é só isso. Não há nada além do corpo e do status que possui. Como Narciso, é apaixonado por si mesmo, por seus músculos, por sua beleza incontestável – é bem verdade – mas tão frívola quanto passageira. Quem sabe ele possa proporcionar boas noites de sexo, jantares luxuosos, banhos de piscina ao pôr-do-sol, mas o encantamento morre tão breve quanto surge. Afinal, não dá para pensar em estabelecer laço algum com quem sequer consegue formular um diálogo, com quem valoriza apenas o que é externo e efêmero, com quem enaltece as aparências em detrimento do ser. Habituado a coleciona...

Hipnose

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Noite fria e um número de telefone no pensamento. Annie relembrava saudosamente daquela noite. Não era pra menos. A companhia que desfrutara era das mais agradáveis. Um coquetel explosivo: melanina exalando pelos poros, charme inenarrável, atração instantânea. Dessas paixões arrebatadoras e breves. Sorria enquanto recordava o jeito, até mesmo a ousadia camuflada em meio à timidez. Não. Ele não era um homem para casar – ela pensava. Deveria, sim, passear pelo mundo, encantar outros olhares, desfilar sua sensualidade inerente, irresistível. Seria maldade retê-lo. Já tentaram mensurar o quanto é difícil para bichos selvagens serem encarcerados? Ele deveria ser visto assim: com satisfação e saudade. Que pode, afinal, ser sanada, mas nunca monopolizada. Não faria bem para os corações tal escolha. Sem peso na consciência, deixando-o livre, fazia-se livre também. Assim, Annie enchia o peito de vontade. Saudosa. Gostosa. Era bom saber que poderia ligar durante a madrugada e diz...

Quietude

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Não, não diga nada, que as palavras podem ser levadas pelo vento ou evaporar. Não, não fale, que as frases se perdem e perdem sentido. Não jure, não prometa, que as esperanças podem se fundamentar em aparências e no desejo de ser. Em vez disso, encoste aqui, ouça as batidas... E a cada reverberar produzido pelo pulsar acelerado, sinta. Em vez de palavras ensaiadas e de significado passageiro, olhe. Olhe, porque aqui dentro se encontra o que jamais será plenamente traduzido. Veja e abrace, enquanto os nossos corpos conversam, ainda que em absoluto silêncio. Deite aqui, do meu lado, e silencie. Porque as palavras são vãs e o silêncio potencializa o instante.

Leve

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Ele lhe disse para esperar. Não com palavras, mas com aquele olhar de confiança. Assim. Simples e objetivo. Tinha uma ânsia por descobrir o universo, outras mulheres que podiam lhe oferecer uma gama de possibilidades. Era sedento de outros corpos, outras bocas, outros sabores. E quando se cansasse, reiniciaria a sua busca. Quem sabe um dia ele voltasse. – Você esperará, meu bem? - disse, em meio ao sorriso cínico e às suas juras. Sempre falhas. Na inocência de outrora, Núria disse sim em silêncio. Mesmo sem admitir, esperou que ele se divertisse, que esgotasse a sua necessidade de ser (e ter) o mundo e que reconhecesse que, numa casa florida, bem cuidada e arejada, havia um lugar único só dele. Esperando que parasse de fugir de si mesmo e do que (ela supunha) ele sentia. Contudo, quão previsível poderia parecer, ele não retornou. Nem ao menos para se justificar, afinal, o pedido de espera era, no fundo, um adeus. Velado. Covarde. Núria so...

Sobre o caos, a dor e posturas

Eu não tinha irmãos naquela boate, tampouco amigos, sobrinhos, um namorado ou um conhecido. Ninguém que senta ao meu lado no ônibus, ninguém que me dá bom dia no elevador, ninguém que atendo ocasionalmente no trabalho ou que esbarra comigo na rua estava naquele lugar. Ainda assim, é impossível não sentir o aperto no peito e o nó na garganta diante de tanta vida perdida. As vítimas eram desconhecidas pra mim, mas não dá para ser indiferente. Não quando se vê o desespero de pais que perderam os únicos filhos, quando se vê aniquilados tantos sonhos e vidas para serem construídas. Não estamos aptos para lidar com a morte. Jamais estaremos. Muito menos quando ela se apresenta assim: brutal e sem razões. Contudo, o que mais me impressiona são os posicionamentos dos seres (nomeados) humanos. Gente que afirma que se aqueles jovens estivessem na igreja, louvando a Deus (que, diante de tais construções bizarras, se torna uma força totalmente tirana e cruel), seriam poupados...

Long time ago

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Quem olha de longe garantirá: é feliz! Quem contempla, sabe que há apenas uma parte... Quando a vejo, invejo. O sorriso dela me (a)trai.

Ex-amor

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Talvez ele represente uma lembrança, uma boa história.Quem sabe uma mágoa, uma tristeza. Ou, quiçá, um tantinho de saudade. Talvez signifique um bom momento passado, um sorriso que fazia doer a barriga. Pode ser a memória de anos gloriosos, de lágrimas felizes. Quem sabe, seja um ícone. Todo ex-amor teve a sua importância, agregou algum valor, fez sorrir, fez chorar, ensinou e recebeu lições. Então, não me venham com a máxima: foi tempo perdido! Claro que não! E as ligações na madrugada? E as mensagens? O companheirismo? A parceira? Os e-mails, os passeios ao ar livre, as conversas que atravessavam a noite? E todos os sorrisos arrancados? Acabaram só porque a vontade de permanecer junto não prevaleceu? Tudo minguou porque as expectativas não foram sanadas? Óbvio que não. As pessoas passam quando ciclos se findam, mas o aprendizado permanece. Transformamos e somos transformados em cada relação, em cada sim que dizemos, em cada briga, em cada tentativa de ser melhor. Isto é progred...

Possibilitar

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Não adianta pular sete ondas, desejar fortemente, fazer promessas aos santos e sonhar sentado, em frente à televisão. É necessário bem mais para fazer com que o ano que se iniciou seja diferente: se transformar e agir, afinal, só aguardar as mudanças não nos garante que elas ocorrerão. É preciso arregaçar as mangas e caminhar, combater o bom combate. Foco, meta e, principalmente, esforço. Humano ou até mesmo sobre-humano, se esse for o caso. Fazer com que 2013 de fato aconteça, e não somente passe pelas nossas vidas, depende unicamente das nossas escolhas. Fazer valer cada oportunidade, aproveitar as possibilidades que sempre surgem, inclusive nas ocasiões mais singelas. Portanto, sorria, viaje, ame, arrume-se especialmente para si, sinta-se bem com a sua companhia, vá a lugares inusitados, aproveite o dia, o sol, a chuva, faça o curso desejado, inicie a pós, diga sim ou que não, se quiser; coma aquilo que sempre quis, evitando a culpa; compre aquela roupa que te encanta, corra a...