Unforgettable
– Poucas coisas na vida são tão inesquecíveis e significativas quanto o orgasmo, minha querida. Você não acha?
Alice ouvia a melhor amiga pronunciar essas palavras, respondia que sim e enrubescia. Não sabia o que era isso. Sempre tivera relações meia-boca, vivera numa redoma, negando-se prazer, evitando se descobrir, escondendo-se atrás de concepções de certo e errado em termos de sexo. Nada estranho, afinal, muitas mulheres vivem assim.
Estivera desse jeito por muitos anos. Sentindo vergonha pelas amigas que falavam descaradamente sobre gozar, sobre toque, sobre como era bom sentir prazer. Como elas podiam? Será que não se sentiam mortalmente envergonhadas por ofender desse jeito as mulheres decentes? Vadias, isso o que elas eram.
Assim, em meio a julgamentos e inveja, Alice prosseguia. Retendo mágoas, rancores e tesão.
Um dia, porém, ela conheceu Pablo, que lhe revirou a cabeça, as pernas, o mundo. Ele lhe fez sentir gostosa, poderosa, irresistível. Ele lhe mostrou que havia algo muito importante a ser descoberto (e explorado). E ela, que sempre estivera com os pés fincados no chão, flutuou, gemeu, implorou por mais, perdeu-se entre arranhões, beijos quentes, apertões e gritos. Atirou-se no imenso abismo que é ter o corpo fora de si e, em instantes, alcançar o paraíso.
Alice se encontrou, produziu-se e se descobriu.
Hoje, quando alguém fala sobre orgasmo, ela relembra, suspira, contorce-se levemente e ri com esses sorrisos de canto de boca que falam muito mais do que qualquer palavra.
Alice ouvia a melhor amiga pronunciar essas palavras, respondia que sim e enrubescia. Não sabia o que era isso. Sempre tivera relações meia-boca, vivera numa redoma, negando-se prazer, evitando se descobrir, escondendo-se atrás de concepções de certo e errado em termos de sexo. Nada estranho, afinal, muitas mulheres vivem assim.
Estivera desse jeito por muitos anos. Sentindo vergonha pelas amigas que falavam descaradamente sobre gozar, sobre toque, sobre como era bom sentir prazer. Como elas podiam? Será que não se sentiam mortalmente envergonhadas por ofender desse jeito as mulheres decentes? Vadias, isso o que elas eram.
Assim, em meio a julgamentos e inveja, Alice prosseguia. Retendo mágoas, rancores e tesão.
Um dia, porém, ela conheceu Pablo, que lhe revirou a cabeça, as pernas, o mundo. Ele lhe fez sentir gostosa, poderosa, irresistível. Ele lhe mostrou que havia algo muito importante a ser descoberto (e explorado). E ela, que sempre estivera com os pés fincados no chão, flutuou, gemeu, implorou por mais, perdeu-se entre arranhões, beijos quentes, apertões e gritos. Atirou-se no imenso abismo que é ter o corpo fora de si e, em instantes, alcançar o paraíso.
Alice se encontrou, produziu-se e se descobriu.
Hoje, quando alguém fala sobre orgasmo, ela relembra, suspira, contorce-se levemente e ri com esses sorrisos de canto de boca que falam muito mais do que qualquer palavra.


Ainda se confunde o ter um orgasmo com o gozar!! O orgasmo é realmente ver a alma fora do corpo,sim, como nesses filmes em que você abre os olhos e alguma coisa gasosa flutua acima de você. Parabéns pelo texto! Sempre anseio por mais,e sou muito feliz quando leio e me vejo!! #VNCLUB
ResponderExcluirÓtimo!
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