Dissimulada
Jéssica vai à igreja. É doce, meiga, delicada, religiosa. Uma mulher de verdade, os puritanos diriam. Não usa decotes, não fala palavrões, tem horror às mulheres consideradas fáceis, repudia quem maltrata os animaizinhos, gosta de usar rosa, de brincar com criancinhas indefesas, de ser polida, educada e amável por onde passa. Não bebe, é contida. Não beija de língua, não permite amassos, pretende casar virgem... Pelo menos é nisso que ela quer que acreditem. Não admite excessos: diante dos outros, seus atos são comedidos, calculados, corretos. Observando-a a fundo, entretanto, percebe-se a farsa ela representa. Não ingere bebidas alcoólicas, mas seus lábios destilam veneno. Não fala palavrões, contudo, sua alma está cheia de maldade. Faz-se de recatada, porém, envolveu-se com o namorado de uma "irmã" em um retiro espiritual e já fez loucuras na cama com o ex-namorado, mesmo afirmando o contrário. Diz que pretende ter um namoro com propósito e, sem poupar esforços...