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Mostrando postagens de janeiro, 2013

Sobre o caos, a dor e posturas

Eu não tinha irmãos naquela boate, tampouco amigos, sobrinhos, um namorado ou um conhecido. Ninguém que senta ao meu lado no ônibus, ninguém que me dá bom dia no elevador, ninguém que atendo ocasionalmente no trabalho ou que esbarra comigo na rua estava naquele lugar. Ainda assim, é impossível não sentir o aperto no peito e o nó na garganta diante de tanta vida perdida. As vítimas eram desconhecidas pra mim, mas não dá para ser indiferente. Não quando se vê o desespero de pais que perderam os únicos filhos, quando se vê aniquilados tantos sonhos e vidas para serem construídas. Não estamos aptos para lidar com a morte. Jamais estaremos. Muito menos quando ela se apresenta assim: brutal e sem razões. Contudo, o que mais me impressiona são os posicionamentos dos seres (nomeados) humanos. Gente que afirma que se aqueles jovens estivessem na igreja, louvando a Deus (que, diante de tais construções bizarras, se torna uma força totalmente tirana e cruel), seriam poupados...

Long time ago

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Quem olha de longe garantirá: é feliz! Quem contempla, sabe que há apenas uma parte... Quando a vejo, invejo. O sorriso dela me (a)trai.

Ex-amor

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Talvez ele represente uma lembrança, uma boa história.Quem sabe uma mágoa, uma tristeza. Ou, quiçá, um tantinho de saudade. Talvez signifique um bom momento passado, um sorriso que fazia doer a barriga. Pode ser a memória de anos gloriosos, de lágrimas felizes. Quem sabe, seja um ícone. Todo ex-amor teve a sua importância, agregou algum valor, fez sorrir, fez chorar, ensinou e recebeu lições. Então, não me venham com a máxima: foi tempo perdido! Claro que não! E as ligações na madrugada? E as mensagens? O companheirismo? A parceira? Os e-mails, os passeios ao ar livre, as conversas que atravessavam a noite? E todos os sorrisos arrancados? Acabaram só porque a vontade de permanecer junto não prevaleceu? Tudo minguou porque as expectativas não foram sanadas? Óbvio que não. As pessoas passam quando ciclos se findam, mas o aprendizado permanece. Transformamos e somos transformados em cada relação, em cada sim que dizemos, em cada briga, em cada tentativa de ser melhor. Isto é progred...

Possibilitar

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Não adianta pular sete ondas, desejar fortemente, fazer promessas aos santos e sonhar sentado, em frente à televisão. É necessário bem mais para fazer com que o ano que se iniciou seja diferente: se transformar e agir, afinal, só aguardar as mudanças não nos garante que elas ocorrerão. É preciso arregaçar as mangas e caminhar, combater o bom combate. Foco, meta e, principalmente, esforço. Humano ou até mesmo sobre-humano, se esse for o caso. Fazer com que 2013 de fato aconteça, e não somente passe pelas nossas vidas, depende unicamente das nossas escolhas. Fazer valer cada oportunidade, aproveitar as possibilidades que sempre surgem, inclusive nas ocasiões mais singelas. Portanto, sorria, viaje, ame, arrume-se especialmente para si, sinta-se bem com a sua companhia, vá a lugares inusitados, aproveite o dia, o sol, a chuva, faça o curso desejado, inicie a pós, diga sim ou que não, se quiser; coma aquilo que sempre quis, evitando a culpa; compre aquela roupa que te encanta, corra a...