Ex-amor



Talvez ele represente uma lembrança, uma boa história.Quem sabe uma mágoa, uma tristeza. Ou, quiçá, um tantinho de saudade.
Talvez signifique um bom momento passado, um sorriso que fazia doer a barriga. Pode ser a memória de anos gloriosos, de lágrimas felizes. Quem sabe, seja um ícone.
Todo ex-amor teve a sua importância, agregou algum valor, fez sorrir, fez chorar, ensinou e recebeu lições.
Então, não me venham com a máxima: foi tempo perdido! Claro que não! E as ligações na madrugada? E as mensagens? O companheirismo? A parceira? Os e-mails, os passeios ao ar livre, as conversas que atravessavam a noite? E todos os sorrisos arrancados? Acabaram só porque a vontade de permanecer junto não prevaleceu? Tudo minguou porque as expectativas não foram sanadas? Óbvio que não.
As pessoas passam quando ciclos se findam, mas o aprendizado permanece. Transformamos e somos transformados em cada relação, em cada sim que dizemos, em cada briga, em cada tentativa de ser melhor. Isto é progredir, evoluir não somente para o benefício do outro, mas, principalmente, para o nosso.
Penso que não existem amores ruins, existem histórias que não caminharam de acordo com o que idealizamos. E que até mesmo os instantes desagradáveis cooperam para o nosso crescimento.
Portanto, tenhamos consideração por nossas histórias e por quem somos. Todo mundo tem um ex (e ele (a) pode não ser o (a) melhor do mundo), mas o que vivemos – e aprendemos – merece respeito.
Ah, mais um detalhe: não soframos, querendo eternizar o que é mutável, pois o eterno acontece agora.

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Setembrar

Sobre águas e brasas

Sinto que respiro.