Ponte
Confesso o medo que tenho dos volúveis, daqueles que trocam de amor como mudam de roupa.
Tenho medo de quem não olha nos olhos, de quem fala de amor e não se permite experimentar.
Horror de quem crê em pares perfeitos, de quem acha que sem esforço é possível amar (e manter) tal sentimento. De quem acredita que há metades espalhadas pelo mundo e que, cedo ou tarde, elas se cruzarão e... PUF! Um encanto mágico as envolverá, elas se completarão e já não mais viverão sem a outra.
Desconfio de quem beija de olhos abertos, de quem não se permite a entrega, daqueles que evitam loucuras, banhos de chuva, abraços demorados, gargalhadas à luz do luar e diálogos bobos e recheados de sorrisos.
Também tenho medo de quem confunde amor com paixão, com necessidade do outro, com sexo – que por melhor que seja, sem amor, é apenas o roçar de corpos sedentos.
Amar é doar-se. É saber que, em determinados momentos, renunciar será preciso. É também construir e reconstruir. Sem cessar. Quantas vezes forem necessárias.
Não existem fórmulas, tampouco amores prontos.
Os mais bonitos que já vi foram alcançados com muita determinação, com lágrimas e sofrimentos, com perseverança.
Amar envolve disposição, força, coragem e sabedoria. Amor vem com o tempo.
Eu tenho medo de quem quer o amor pra ontem.
"Caberá ao nosso amor o que há de vir."
[Os dois : muito amor.]

Hoje eu resolvi dar uma olhada no meu blog que eu abandonei por mais de um ano (vergonha pra mim) e lembrei de olhar o seu e pensei "será que ela ainda escreve?". Fiquei muito feliz de ver que sim! E seus textos estão ainda melhores! Parabéns, você é muito talentosa... pretendo voltar ao meu blog também, sinto falta de escrever. Beijinhoos
ResponderExcluirMeu, pensei o mesmo que a moça do comentário aí em cima. É triste ver tantos blogs abandonados... Mas fazer o que..
ResponderExcluirSabe, também tenho medo dessa pressa. Esse lance de amor de cara. Não dá certo.
É você não podia ter escolhido uma imagem melhor! =) =*
Meninas, eu que agradeço pelos comentários. As vezes é difícil manter ativo o blog, mas eu não vivo sem escrever. Não consigo, por mais que demore. Agradeço pelas impressões que vocês deixaram aqui, elas sempre são úteis para que eu tente aprimorar o que escrevo e também – principalmente – para saber como o texto alcançou vocês. Espero que as duas escrevam com mais frequência. Um abração!
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