Combustão
O puxão de cabelo naquela noite fora uma intimação. Prenúncio do que viria em seguida.
O menor toque entre os dois fazia incendiar. Sabendo disso, Edu passou o braço pelo ombro da parceira e, dirigindo-se à sua nuca, fitou seus olhos, subiu os dedos e puxou. Não deixando, claro, de esboçar um sorriso enquanto percebia que o semblante dela havia se transformado, que seu corpo se retesara e que agora ela fazia um esforço enorme para se concentrar na conversa.
Desafio lançado, continuaram a noite provocando um ao outro sem que os presentes notassem o cheiro de desejo pairando no ar.
Anne, que costumava revidar à altura as provocações de Edu, enquanto voltava do banheiro, decidiu que era tudo ou nada e que ele aprenderia a não desafiá-la novamente. Chegando na mesa, virou-se para ele e em seu ouvido disse que havia tirado a micro-lingerie que usava, restando saber apenas se ele teria coragem de ir até o fim.
– Certamente. - disse ele sorrindo e disfarçando com um beijo na testa dela.
A tensão multiplicara-se e o tesão também. A possibilidade de se realizarem ali, em meio a uma reunião familiar, perto dos olhares dos familiares e amigos, aumentava o desejo de se pertencerem.
Esperaram que o restaurante ficasse vazio e depois de apertões por cima da calça e de mãos passeando por dentro do vestido, ela decidiu que era a hora, afinal, a maioria dos clientes havia saído, o que tornara a situação mais fácil para os dois.
Com a desculpa de retocar a maquiagem, Anne foi ao banheiro, não sem antes beijar levemente a bochecha de Edu, sinal que para ele demarcava o momento certo. Ansiosa, ela esperou que ele viesse rápido, mas um imprevisto fez com que ele demorasse um pouco. A espera potencializa o desejo, foi o que ele disse depois.
Certificando-se de que não havia mais ninguém no banheiro feminino, Edu empurrou Anne para dentro do cubículo com a mesma voracidade com a qual ora subia seu vestido, ora apertava sua nuca.
Com o desejo explodindo, o medo presente e os índices de adrenalina elevados, ficava difícil se controlar, não gemer ou não gritar. Já não faria diferença e eles não se preocupavam mais.
Entre tapas, sucções, beijos e apertos, os dois atingiram um orgasmo fácil e pleno.
Naquele momento não importava se eram sujos, loucos, mundanos ou se as pessoas da mesa reparariam no cabelo suado, na maquiagem borrada ou no quanto eles demoraram a voltar. Isso faz parte da vida de quem se deixa arder até o apagar da última faísca.

Perfeito!!!
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