Seja
Moça, você não tem que ser magra. Nem polida. Nem ter o cabelo liso, andar maquiada, usar salto alto. Não é necessário que seja doce e meiga. Pode beber o que quiser, gargalhar e falar palavrão.
Não precisa se casar se não quiser e nem ser mãe. Não tem que esperar o homem que mudará o seu destino tal qual um conto de fadas.
Deve usar a roupa que desejar, sem se preocupar com o julgamento alheio. O tamanho do seu short, vestido ou decote não significa caráter e nem justifica a ignorância de muitos.
Aliás, se não gostar de roupas curtas, tudo bem, mas respeite as gurias que gostam. Elas não são putas, vadias e nem estão pedindo para serem assediadas ou violentadas. Juntas vocês serão bem mais fortes, creia no que digo.
Compreenda que não há pecado em gostar de sexo. Você não é errada por transar mais do que a sua amiga. Não é suja por conhecer o seu corpo e se permitir prazer.
Teu corpo somente a ti pertence, moça. E acredite: ele é belo. Os padrões veiculados pela grande mídia não representam metade da beleza e diversidade que em ti percebo.
Por falar em corpo, entenda que você não tem culpa. De nada. Muitas vezes dirão que você foi responsável, que pediu, que poderia ter feito diferente. Jamais acredite neles, não é verdade. Compreenda que não há elogios em ser chamada de gostosa, não há graça em ser encoxada em pleno transporte público. Rejeite todo tipo de agressão, não se silencie.
Ensine aos seus pares, amigos, irmãos, filhos, namorados, alunos que você se pertence. A mais ninguém. Ensine-os a ver o que há muito negam: o valor do respeito.
Que nenhum padrão te defina, que ninguém te sujeite.
Por fim, que você tenha sempre confiança em quem é para não aceitar qualquer coisa, para não crer ser qualquer coisa e para se respeitar acima de tudo. Seja o que quiser, você pode.
Por fim, que você tenha sempre confiança em quem é para não aceitar qualquer coisa, para não crer ser qualquer coisa e para se respeitar acima de tudo. Seja o que quiser, você pode.

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